A poucas centenas de metros da famosa torre inclinada, Pisa vive o futebol com uma paixão intacta. Fundado em 1909, o clube nerazzurro veste as cores de uma antiga república marítima que outrora dominou parte do Mediterrâneo. Vestir esta camisola é exibir as riscas pretas e azuis de um clube toscano de carácter forte, fiel a uma cidade de arte e de história.
Os anos de Anconetani, a idade de ouro nerazzurra
Sob a presidência de Romeo Anconetani, uma figura tão apaixonada quanto pitoresca, o Pisa viveu nos anos 80 o seu período mais brilhante: várias épocas na Serie A e duas Taças Mitropa, em 1986 e 1988. O clube recebeu então jogadores que viriam a ser célebres, como o brasileiro Dunga ou um jovem Diego Simeone, chegado da Argentina em 1990. Para quem explora as grandes histórias dos clubes de futebol europeus, Pisa oferece um capítulo cheio de sabor.
O preto e o azul, uma assinatura toscana
As riscas verticais pretas e azuis dão à camisola pisana um ar sóbrio e afirmado. Lembram que a Toscana não se resume a Florença: nas margens do Arno, outra cidade defende o seu orgulho e a sua identidade, com um público que nunca deixou de puxar pela equipa.
O regresso à Serie A, trinta e quatro anos depois
Em 2025, o Pisa regressou à Serie A pela primeira vez desde 1991, desencadeando uma enorme festa em toda a cidade. O seu passado marítimo liga-a também à Sardenha: na Idade Média, os pisanos fortificaram o bairro do Castello, no coração da capital sarda, cujas torres ainda dominam a cidade. Uma ligação que hoje continua em campo com o Cagliari Calcio.
A Arena Garibaldi, à sombra da torre
A Arena Garibaldi, que também tem o nome de Romeo Anconetani, fica a dois passos da Piazza dei Miracoli. Poucos estádios no mundo estão tão perto de um monumento tão célebre: antes do apito inicial, adeptos e visitantes cruzam-se ao pé da torre inclinada.
Vista as cores nerazzurre da cidade da torre escolhendo a camisola do Pisa, a união de uma história milenar e de uma paixão intacta.